SUPERANDO ETAPAS – Por José Nilson

Servidor Público, Cristão e pai de Família

A morte é o fim da peregrinação terrestre da pessoa, do tempo de graça e de misericórdia que Deus lhe oferece para realizar sua vida terrestre segundo o projeto divino e para decidir seu destino último.
Quando tiver terminado esse único curso de vida, não voltaremos mais a outras vidas terrestres. Os homens devem morrer uma só vez, como está escrito na Carta de São Paulo aos Hebreus, capítulo 9, verso 27. Não existe reencarnação depois da morte. Em todas as tuas ações, em todos os teus pensamentos deverias comportar-te como se tivesses de morrer hoje. Se tua consciência estivesse tranquila, não terias medo da morte. É melhor evitar o pecado do que tentar fugir da morte. Se não estás preparado hoje, como o estarás amanhã?
A morte põe fim à vida da pessoa como tempo aberto ao acolhimento ou não à recusa da graça divina manifestada em Cristo. O Novo Testamento fala do juízo principalmente na perspectiva do encontro final com Cristo na segunda vinda deste, mas repetidas vezes afirma a retribuição, imediatamente depois da morte, de cada um em função de suas obras e de suas fé. A parábola do pobre Lázaro e a palavra de Cristo na cruz ao bom ladrão, assim como outros textos falam de um destino último da alma. Cada pessoa recebe em sua alma imortal a retribuição eterna a partir do momento da morte, num Juízo Particular que coloca sua vida em relação à vida de Cristo, seja por meio de uma purificação, seja para entrar de imediato na felicidade do céu, seja para condenar-se imediato para sempre.
A morte nos rouba os entes queridos. Sofremos aos perdê-los. Sua partida nos empobrece, deixa em nós um vazio, um oco no estômago, uma angústia incontida. Ficam a dor, a lembrança, a saudade, em difícil convivência com a certeza da ressurreição, da vitória sobre a morte e a fé na vida eterna.
Celebrar os fiéis defuntos é trazê-los à nossa memória. É tempo de agradecer, pedir perdão, de afirmar nossa certeza na misericórdia divina. A vida não nos é tirada, mas transformada. O Senhor ressuscitado está em nós e entre nós e, um dia, todos nos encontraremos com o Pai e com os irmãos e irmãs que chegaram antes à casa do Pai.
Jesus voltará, não para um novo sacrifício, mas para dar àqueles que nele crerem a plenitude da salvação. Na certeza que não nascemos para morrer, más morremos para nascer, celebramos com fé e amor e uma esperança que é maior do que a morte.
– Por uma sociedade sem males –

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