PORQUE OS DENTES AMARELAM? – Por Dra. Fátima Zambon

dra. Maria de Fátima Zambom Souza – Cirurgiã Dentista – Especialista em Odontopediatria

Ter um sorriso branco para algumas pessoas é maravilhoso. Mas nem todo o mundo consegue ter os dentes totalmente brancos de forma natural.A cor dos dentes depende de cada pessoa. Há um condicionante genético importante que define a coloração de nossos dentes desde que nascemos.
Existem doenças congênitas como a dentinogênese ou amelogênese imperfeita, que provocam problemas no esmalte ou na dentina, fazendo que estes adquiram uma cor amarelada ou até marrom. É um processo herdado, de pais para filhos.Além disso, as alterações endócrinas de hormônios da tireoide também influem na cor dos dentes e podem provocar manchas e alterar sua cor.
Alguns alimentos e bebidas têm pigmentos que podem passar pelos poros de nosso dentes ou, como os dentistas os chamam, os canalículos dentinários, da dentina. Os mais conhecidos são o café e o chá preto. Outros são menos óbvios como o chá verde, cuja pigmentação pode amarelar os dentes, o vinho tinto e os refrigerantes.
O mesmo acontece com os alimentos que têm caroteno (um pigmento natural antioxidante), como tomate e cenoura.
Em alguns lugares, a água também pode amarelar os dentes, por ter quantidades grandes de flúor, cujo excesso provoca manchas nos dentes.
Segundo a Federação Odontológica Latino-Americana (FOLA), que organizou um evento há alguns dias sobre o problema, o flúor, que em quantidades adequadas ajuda a prevenir cáries, é um dos problemas mais urgentes na América Latina como o desencadeador de processos patológicos que alteram o estado de saúde oral dos pacientes.
Alguns tipos de antibióticos, como a tetraciclina, podem provocar uma alteração durante a formação do dente, fazendo com que este se desenvolva com uma cor parda estriada.
Outros produtos que fazem com que os dentes fiquem amarelados, segundo o especialista, são os enxaguantes bucais.
Dentes com obturações de prata também podem ter sua cor alterada, já que a obturação tem pigmentos que, podem ser assimilados pelo dente e transformar sua cor.
Quando o nervo ou polpa do dente é danificado, ele também pode escurecer.
De qualquer maneira, existem novas soluções como a utilização de resinas.
Outro fator é o tempo. À medida que envelhecemos, os dentes vão amarelando.
É normal que, com a idade, os dentes amarelem, pois desde que nascemos até nossa morte os submetemos a uma série de condições que provocam mudanças neles.
Mas também é fundamental a forma como cuidamos de nossos dentes. E, acima de tudo, como os higienizamos.
A higiene dental influi muito, ir ao dentista a cada 4 ou 6 meses é o segredo para se ter o sorriso bonito.
Não podemos evitar a passagem do tempo, mas podemos ter cuidado com a limpeza dos nossos dentes e também evitar o consumo excessivo de certos alimentos e bebidas. E, claro, manter distância do cigarro.
Mas se o que a pessoa quer é uma solução para o problema já existente, é melhor procurar um profissional.
Muitos tratamentos caseiros de branqueamento não têm capacidade terapêutica, como alguns anunciados na televisão e que prometem um branqueamento em até oito tons – o que é impossível, “É publicidade enganosa.”
O ideal é ao dentista e ver o que se pode fazer para branqueá-los e, acima de tudo, descartar patologias prévias.
As pastas de dente branqueadoras também podem não cumprir o que prometem. Jogam com o truque das cores (o oposto do amarelo é o violeta); as partículas violetas que impregnam o dente provocam a sensação de falso branqueamento.
Sempre se quer mais: há pacientes que pedem tons de branco que não existem na natureza, como o branco sanitário. Há uma mudança na percepção do que é natural e do que é artificial.

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