DENGUE – Por Dr. Luis Eduardo G. Ribeiro*

Estamos vivendo uma época de extrema aflição, por conta da pandemia do vírus COVID-19. Mas a vida não para, nem as outras afecções não param de nos assolar, dentre elas a Dengue, uma doença séria e perigosa.
O que é Dengue: A dengue é uma doença febril aguda causada por vírus, sendo um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Muitas vezes, os sintomas do tipo mais leve da doença são confundidos com a gripe, enquanto sua forma mais grave, a dengue hemorrágica, pode levar à morte.
Transmissão: É transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa, se dá pelo mosquito que, após um período de 10 a 14 dias contados depois de picar alguém contaminado, pode transportar o vírus da dengue durante toda a sua vida. Os ovos que carregam o embrião do mosquito podem durar até um ano a seca e serem transportados por longas distâncias. Essa é uma das razões para a difícil erradicação do mosquito.
Tipos: O vírus da dengue possui 04 variações: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Todos os tipos de dengue causam os mesmo sintomas.
Caso ocorra um segundo ou terceiro episódio da dengue, há risco aumentado para formas mais graves da dengue, como a dengue hemorrágica e síndrome do choque da dengue. Na maioria dos casos, a pessoa infectada não apresenta sintomas de dengue, combatendo o vírus sem nem saber que ele está em seu corpo.
Dengue clássica: é a forma mais leve da doença, sendo muitas vezes confundida com a gripe. Tem início súbito e os sintomas podem durar de cinco a sete dias, apresentando sinais como: Febre alta com início súbito (entre 39º a 40º C); Forte dor de cabeça; Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos; Manchas e erupções na pele, pelo corpo todo, normalmente com coceiras; Extremo cansaço; Moleza e dor no corpo; Muitas dores nos ossos e articulações; Náuseas e vômitos; Tontura; Perda de apetite e paladar.
Dengue hemorrágica: acontece quando a pessoa infectada com dengue sofre alterações na coagulação sanguínea. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte. No geral, a dengue hemorrágica é mais comum quando a pessoa está sendo infectada pela segunda ou terceira vez. Os sintomas iniciais são parecidos com os da dengue clássica, e somente após o terceiro ou quarto dia surgem hemorragias causadas pelo sangramento de pequenos vasos da pele e outros órgãos.
Na dengue hemorrágica, ocorre uma queda na pressão arterial do paciente, podendo gerar tontura e quedas. Apresenta sintomas e sinais como: Dor abdominal fortes e contínuas; Vômitos persistentes; Pele pálida, fria e úmida; Sangramento pelo nariz, boca e gengivas; Manchas vermelhas na pele; Comportamento variando de sonolência à agitação; Confusão mental; Excesso de sede e boca seca; Dificuldade respiratória; Queda da pressão arterial:Pulso rápido.
Síndrome do choque da dengue: A síndrome de choque da dengue é a complicação mais séria da dengue, se caracterizando por uma grande queda ou ausência de pressão arterial, acompanhado de inquietação, palidez e perda de consciência. Uma pessoa que sofreu choque por conta da dengue pode sofrer várias complicações neurológicas e cardiorrespiratórias, além de insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural.
Prevenção: Evite o acúmulo de água (O mosquito coloca seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável. Por isso é importante jogar fora pneus velhos, virar garrafas com a boca para baixo e, caso o quintal seja propenso à formação de poças, realizar a drenagem do terreno.); coloque telas nas janelas; use diariamente repelente; seja consciente com seu lixo.
Não existem medidas de controle específicas para o ser humano, já que as vacinas ainda estão em fase final de teste. Então, o único jeito de prevenir a doença é o combate ao mosquito. Faça sua parte, assim erradicaremos o Aedes aegypti.

*Médico Generalista- Ginecologia e Obstetrícia

**o texto é de inteira responsabilidade do autor e não representa necessariamente a opinião do site

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