DESVIADOS – Por José Nilson*

É notório que nossos hábitos, jeito de ser, desejos e relações não tem nada haver com Jesus. Jesus é simples, manso, humilde, não complica. Não por acaso, Ele disse: Meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue às autoridades judaicas. Jesus se tornou inimigo comum tanto para a religião, quanto para a política. Os representantes destes poderes se uniram para resolver a questão, eliminar O problema, tirar A pedra do sapato, chamada Jesus de Nazaré. Sabe por quê mataram Jesus? Porque o seu jeito de ser, de olhar para o outro, era diferente do deles. Jesus sendo Filho de Deus se fez servo e disse que todos que quiserem ser grandes, se coloquem a serviço dos outros. Isso destrói, acaba com a farsa dos sistemas que querem ser servidos, com as autoridades que querem bajulaçoes e os primeiros lugares. Os poderosos deste mundo, exploram e oprimem o povo, impondo pacotes de ideias mentirosas e distorcidas, fazem com que o significado real do que Jesus fez e falou, vai se perdendo no tempo. O que fizeram foi pura astúcia, estelionato, fizeram de Jesus o maior aliado e sustentação do poder religioso, justamente aqueles que o eliminaram, e continuam eliminando. Mas para quem compara, logo percebe que não tem nada haver, o jeito de Jesus contraria tudo que está aí. Seu Reino é o Reino da verdade, onde a exploração dá lugar à partilha e a opressão dá lugar à fraternidade. Se os poderes, tanto político quanto religioso, passarem a cuidar primeiro do pobre, para depois se preocuparem com o rico, preocuparem primeiro com a pessoa, para despois se preocuparem com o mercado, estariam caminhando com Jesus, construindo uma sociedade justa, solidária e fraterna. Enquanto políticos e religiosos, ficarem disputando quem é o melhor, continuaremos longe do Evangelho. O que mata esses poderes mundanos é o fato de Jesus se identificar com os pobres, excluídos, abandonados e pecadores. Testemunhar esse Jesus, pobre e servo é um desafio muito grande, em um sociedade onde a religião é rica e tem muitos bens, a política tomada de ilegalidades e imoralidades, a teologia da prosperidade sempre em alta. Fala – se muito de Jesus, mas quando tem que dizer quê Ele se identifica com o perdido, o tom de voz é de reprovação e discordância, o que deveria ser dito naturalmente, sai embargado, pelo fato de desagradar e incomodar.

– Por uma sociedade sem males –

  • José Nilson é Sacerdote, Profeta e Rei

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