PREFEITURA DE RESPLENDOR DECRETA CALAMIDADE FINANCEIRA

De acordo com o prefeito, município tem uma dívida de R$ 10,8 milhões.
Servidores não receberam o salário de dezembro e o 13º, segundo o órgão.

Prefeitura de Resplendor está fechada para atendimento ao público (Foto: Prefeitura de Resplendor/Assessoria de Comunicação Social)
Prefeitura de Resplendor está fechada para atendimento ao público (Foto: Divulgação/ Prefeitura)

A prefeitura de Resplendor, no Vale do Rio Doce, decretou, nessa terça-feira (10), estado de calamidade financeira. Segundo o chefe do executivo, Diogo Scarabelli (PP), o município, com pouco mais de 17 mil habitantes, tem uma dívida de mais de R$ 10,8 milhões.

Por telefone, o prefeito disse ao G1 que os servidores municipais estão sem receber o salário de dezembro e, parte deles, também não receberam o 13º salário; além disso o dinheiro disponibilizado pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM), R$ 515.139, 54, foi integralmente bloqueado por retenções para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), além de parcelamento de débitos com o INSS.

Cartazes informam o fechamento da prefeitura para o público (Foto: Prefeitura de Resplendor/Assessoria de Comunicação Social)
Cartazes informam o fechamento da prefeitura para
o público (Foto: Divulgação/ Prefeitura)

“Comunicamos a Câmara Municipal, vamos encaminhar essa documentação também ao Ministério Público e vamos tentar desbloquear esse valor, se não, não teremos como pagar a folha de pagamento e nem se quer as viagens de doentes pra outros locais. Esse estado de calamidade financeira vai perdurar de três a cinco meses”, disse o prefeito.

Como medidas para cortar os gastos, a prefeitura da cidade deve ficar fechada para o atendimento ao público até o dia 27 deste mês, o prefeito disse ainda que marcações de exames médicos poderão ser adiadas, mas que a população não deverá sofrer com grandes impactos.

O G1 procurou o ex-prefeito da cidade, Cesar Romero (PMDB), para falar sobre a dívida, que segundo o governo atual, foi deixada por sua gestão, mas ele não foi encontrado.

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