VOLTANDO AOS PILARES DA REFORMA PROTESTANTE – Por Rev. Wellington Ricardo

Rev. Wellington Ricardo - Pastor da  Igreja Presbiteriana Simonton Conselheiro Pena
Rev. Wellington Ricardo – Pastor da Igreja Presbiteriana Simonton Conselheiro Pena

Em 31 de outubro de 2017, o mundo celebrou os 500 anos da Reforma Protestante. Os lemas da reforma foram ratificados: Somente a Escritura, Somente a Fé, Somente a Graça, Somente Cristo, Somente a Deus toda Glória. Contudo, ao olharmos para a igreja contemporânea, ficamos extremamente preocupados com sua saúde espiritual. Boa parte dos líderes atuais; não estão preparados para o exercício do ofício. A grande maioria dos “Crentes” hoje; são analfabetos biblicamente falando. A falta da verdade piedade no meio da congregação (Existem muitos falsos profetas e profetisas hoje em dia, gente enfatuada em mente carnal, movidos por uma espiritualidade falsa, destoando o discurso da pratica, trazendo um péssimo testemunho para os de dentro = crentes e os de fora = não crentes, conforme diz Paulo aos Colossenses 2.16-19). Pastores que estão fazendo: da Igreja um comercio; dos membros clientes; do púlpito um balcão; da mensagem um produto, gerando assim uma geração fria, indiferente, sem temor, descompromissada com o Reino de Deus, e profundamente afundada no pecado. Por isso, precisamos voltar urgentemente aos princípios elementares das Escrituras, nos arrependendo profundamente de nossa postura, clamando pelo perdão de Deus em Cristo Jesus e de um novo despertamento espiritual diante de Deus, que faz novas todas as coisas. Os pilares da Reforma do Séc. XV, foram e ainda são importantes nos dias atuais. Vejamos:
Sola Scriptura – A Bíblia é a nossa única regra de Fé e Prática. Não criamos um novo livro que se adequa a cada religião, pelo contrário, cremos e confiamos que as Escrituras (Antigo e Novo Testamentos) é a Palavra de Deus, imutável, infalível, A tradição não está em pé de igualdade com a Bíblia. Os dogmas e decisões dos concílios eclesiásticos precisam estar debaixo da autoridade da Bíblia. A Bíblia interpreta a si mesma. Não temos ou cremos em novas revelações, o cânon está completo, tudo o que Deus tem para seu povo é conhecido a partir das Escrituras.
Sola Fide – Somos salvos pela fé independentemente das obras que realizamos. Somos salvos pela obra que Deus fez por nós na pessoa Bendita de Cristo Jesus. Deus nos deu tudo ao entregar seu Filho, para morrer pelos nossos pecados. A fé salvadora é uma confiança exclusiva na pessoa e na obra de Cristo. A Bíblia é enfática: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.12).
Sola Gatia – A salvação pela fé em Cristo Jesus é um ato da GRAÇA soberana de Deus, realizada antes da fundação do mundo. Por isso é graça, não é por mérito, é apesar dos nossos deméritos. Não é por causa do esforço ou da performance humana, mas pelo sacrifício vicário (substitutivo) de Jesus naquela Cruz. A salvação não é concedida por causa de nossas qualidades morais, ética ou espirituais, mas por sua imerecida graça. Graça é um dom imerecido. Deus dá a salvação a pecadores indignos. Deus nos amou quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Estávamos perdidos e fomos achados; estávamos mortos e recebemos vida. Isso é graça.
Solus Christus – O Antigo Testamento aponta exclusivamente para Cristo. O Novo Testamento exalta sua vida e obra. Cristo é a Hermenêutica da história. Tudo é antes dele (A.C) e tudo é depois dele (D.C). Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens. Ele é o único salvador da humanidade que nos foi dado por Deus. Ele é o Senhor de todas as coisas, tudo esta sujeito a Ele. A ideia de que o papa é a pedra fundamental e o cabeça da igreja é um dos maiores engodos da cristandade.. A igreja só tem um fundamento, que é Jesus. O único cabeça da igreja é Ele. Cristo e somente Cristo é o dono da Igreja (nenhum líder pode usurpar o lugar dEle) – foi por ela que Ele morreu; por isso mesmo Ele é Senhor da Igreja, como diz as Escrituras: Jesus morreu para comprar com o sangue aqueles que procedem de toda tribo, língua, povo e nação (Ap 5.9).
Soli Deo Gloria – Este pilar da Reforma é extremamente importante para os nossos dias, as ideologias antigas que tentaram banir Deus da história, estão mais presente do que nunca nas roupagens das novas ideologias. O Racionalismo colocou a razão humana como aferidor da verdade, esquecendo-se que a única verdade absoluta é aquela que procede de Deus em sua Palavra. O Iluminismo trouxe o homem para o centro de todas as coisas, o que chamamos de Antropocentrismo, que juntamente com o Humanismo, baniram a Deus – o centro de todas as coisas. Karl Marx com sua filosofia comunista tirou Deus da história. Charles Darwin com sua teoria evolucionista tirou Deus da ciência. O Pai da Psicanalise Sigmund Freud arrebatou Deus do inconsciente humano. Richard Dawkins afirma que Deus é um delírio. O filosofo Nietsche matou a Deus. E a coisa não para por ai. A própria secularização da igreja, tem afastado Deus de muitos redutos eclesiásticos, levando o homem para o centro do culto (Eu declaro, eu determino, eu profetizo e assim por diante). Tudo agora gira em torno do homem. Tudo acontece pelo homem e para o homem. Contudo, Deus nunca abdicou do sua posição de ser o soberano Senhor dos céus e da terra. Ele não divide sua glória com ninguém. Só ele é Deus e a ele deve ser tributada toda a glória. Ele criou todas as coisas e as sustenta com o seu poder. Ele planejou nossa salvação na eternidade, executou-a na história e a consumará na segunda vinda de Cristo. As digitais do Deus eterno, Senhor e Soberano de todas as coisas vão da mais simples flor a vastidão desconhecida do universo. Tudo ele fez segundo o seu consentimento, fez por obra do seu poder. Ele é o nosso escudo protetor, a nossa paz no vale e a nossa alegria no choro. Dele somos, por meio dele vivemos e para ele existimos. A ele, portanto, a glória agora, e pelos séculos dos séculos amém.

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