ENTENDENDO MELHOR O QUE COLHEMOS – Por Rev. Wellington Ricardo*

“Porque semeiam ventos e colherão tempestades…” (Oseias 8.7).
As pessoas cometem, com frequência, o equívoco de considerar ditos populares como se fossem textos bíblicos. No entanto, às vezes, ocorre o fato de se ter um texto bíblico que se torna popular. O exemplo é esta parte da profecia de Oseias. Há alguns fatos a serem levados em consideração, por sua relevância e pertinência, nesse ensino profético.
Primeiro: Não há colheita sem semeadura. Parece óbvio, e é. Mas, mesmo assim, existem pessoas que vivem como se isso não fosse verdade. Desejam ver a ceifa, mas pensam que isso se dará sem o plantio. A semente tem que ser lançada, ou não haverá colheita.
Segundo: Não há colheita diferente da semeadura. Essa lei é de caráter absoluto. Não se pode obter produto diferente da semente usada. Plantou milho, não ceifará soja. Esse “retorno” é incontestável e universal. Tal verdade não é aplicável apenas à messe, mas ao meio ambiente e à vida como um todo.
Terceiro: Não há colheita no mesmo instante da semeadura. “Há tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou…” (Ec 3.2), é o que nos ensina “O Pregador”. A semeadura é seguida de algum tempo, para se poder ter a ceifa. Os que são apressados se equivocam e perdem o trabalho pela impaciência. A paciência é virtude do semeador. Semear pode envolver lágrimas, que darão lugar, depois de certo tempo, ao júbilo na colheita (Sl 126).
O apóstolo Paulo diz: “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.” (Gl 6.9).

  • Wellington Ricardo é Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, na cidade de Belo Oriente.

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