Da série: transtorno de aprendizagem. Terceira condição: Discalculia – Por Renata Lopes*

Classificada no DSM -5- TR em “F81.2, com prejuízo na matemática: “Senso numérico/ Memorização de fatos aritméticos/ Precisão ou fluência de cálculos/ Precisão no raciocínio matemático“
Assim como nas outras condições detalhadas, não existe uma causa específica para a ocorrência da discalculia, que pode envolver fatores psíquicos e biológicos combinados.
Também é identificada nos primeiros anos escolares, muitos pais e professores podem acabar entendendo que as dificuldades da criança são fruto de desinteresse ou uma dificuldade dos próprios adultos em estimula-las.
Por essa razão, é importante compreender que a discalculia é um transtorno real, que, segundo a Sociedade Brasileira de Psiquiatria, a prevalência destas condições é de 5 a 15% entre crianças em idade escolar. A Discalculia pode ser subdividida em verbal, léxica, operacional, gráfica, practognóstica e a ideognóstica.
Embora o diagnóstico deva ser sempre feito por um profissional, como um psicólogo ou psiquiatra, conhecer os principais sintomas e comportamentos associados a esse transtorno é de grande importância à pais e professores. Para que assim possibilitem precocemente a identificação e intervenção adequada às crianças. Evitando por sinal, possíveis quadros de sofrimentos.
Alguns sintomas da discalculia são, dificuldades de memorização e compreensão matemática; ausência de raciocínio lógico; dificuldade de interpretação de enunciados com números e problemas matemáticos; confusão com conceitos como subtração, frações e porcentagem; dificuldade com sequencias cronológicas, como, as horas do dia, dias da semana ou meses do ano.
É importante frisar mais uma vez, que o diagnóstico de discalculia deve ser feito por um profissional, como um psicólogo, psiquiatra ou neuropsicólogo. Apenas estes profissionais podem aplicar testes clínicos e técnicas para ter certeza do diagnóstico. Porém o diagnóstico é fechado também com subsídio em levantamento de dados multidisciplinares (família, escola, psicopedagogo ou neuropsicopedagogo e clínica).
O tratamento é feito através de estímulos ao cérebro, através de atividades que treinem o mesmo para trabalhar com números e símbolos, de maneira cada vez mais eficiente, proporcionando assim o aprendizado.
Nessa etapa, entram novamente e respectivamente, neuropsicopedagogos e psicopedagogos, avaliando a criança, de acordo com suas especificidades, elaborando um plano individualizado e eficiente de aprendizagem, e na sequência com a execução desse plano, onde ocorrerá a estimulação do funcionamento das áreas cerebrais pouco desenvoltas, causa das dificuldades de aprendizagem.
Para mais informações, ou agendar uma avaliação, entrem em contato no número (33) 98465- 3359 ou no endereço Rua José Maurício de Vasconcelos, 1759, sala 02- centro – Conselheiro Pena – MG

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