NADA MÁGICO – José Nilson – Diácono
Comemoramos datas e não vivemos os significados. Isso é o que ficou, meros costumes. As datas celebradas se tornaram ocasiões de fortalecer e potencializar o comércio e eventos políticos e sociais, mas não causam nenhum impacto pessoal, somente barganhas.
O sentido e significado ficaram esquecidos, celebrações acontecem, mas o propósito fica escondido, tudo se torna mera formalidade. Por exemplo, o tempo do Natal, que é a encarnação de Deus, do Verbo Divino, se tornou uma data de trocar presentes, ano novo é o primeiro de janeiro, no dia dois, tudo continua exatamente do jeito que era, continuamos praticando nossos pecados domésticos, velhas e novas disputas por espaços, interesses pessoais acima dos interesses coletivos, etc.
Me faz lembrar do que Jesus disse a Nicodemos: necessário é vos nascer de novo! A ideia é resignar, abandonar maus hábitos, não tem nada a ver em voltar ao ventre materno, mas uma transformação, amadurecimento espiritual profundo, isto é, pensar, falar e fazer conforme Jesus, viver uma comunhão permanente com Deus, humanizando os relacionamentos. É o que não acontece, mesmo celebrando todas as datas. Precisamos aprender com as datas, comemorações e celebrações, sobretudo humanizar nossas relações, caso contrário, nunca viveremos as dimensões da religião, nunca teremos uma relação concreta com o transcendente, não alcançaremos o verdadeiro sentido para a vida.
Precisamos responder algumas questões existenciais, tipo: quem sou eu? Para que eu vim? de onde vim e para onde vou? Em que posso ajudar? Estou empenhado de maneira positiva para que as pessoas se tornem amáveis e fraternas? As minhas atitudes fortalecem o bem ou o mal? Viver com responsabilidade e compromisso é ao mesmo tempo, exigente e prazeroso.
– Por uma sociedade sem males –
– O texto acima é de inteira responsabilidade do seu autor.
