GENTE QUE FAZ A DIFERENÇA – JOÃO TEREZA – O EXEMPLO DE FÉ, TRABALHO E AMOR AO PRÓXIMO DE UM ETERNO BALUARTE

Existem trajetórias que são verdadeiros monumentos à resiliência e à honra. Em Conselheiro Pena, falar de João Nazaro é evocar a memória de um tempo onde a palavra de um homem valia mais que qualquer documento e onde o trabalho era o único caminho para a dignidade. Nascido no emblemático 17 de dezembro de 1938 — data em que sua terra natal também sopra as velas de aniversário — João, o popular “João Tereza”, é a personificação do cidadão que cresceu e frutificou junto com o seu chão.

A Força da Estirpe: As Raízes no Córrego João Pinto

Para compreender a magnitude da figura de João Nazaro, é preciso olhar para trás, para as terras do Córrego João Pinto. João é descendente direto da família “Lima”, uma linhagem tradicional e profundamente respeitada, cujas raízes se entrelaçam com a própria fundação da zona rural da região. Ser um “Lima” do João Pinto é carregar um selo de procedência; é pertencer a uma família de gente operosa, de princípios rígidos e de uma hospitalidade que se tornou marca registrada. João trouxe consigo essa herança, honrando o sobrenome de seu pai, Abílio de Souza Lima, e a força de sua mãe, Maria Tereza da Conceição, mantendo viva a chama de uma estirpe que sempre foi exemplo de retidão.

O Forjar de um Caráter Inabalável

A vida impôs a João o peso da responsabilidade muito cedo. Aos 5 anos de idade, o destino lhe tirou o pai, deixando um vazio que ele escolheu preencher com coragem. Enquanto outras crianças viviam a leveza da infância, João já compreendia o valor do apoio mútuo, tornando-se o pilar de sustento emocional e físico de sua mãe. Essa ligação profunda com a genitora foi tamanha que a comunidade o batizou com o nome dela: “João Tereza”. Ali, no auxílio constante a Dona Maria Tereza, nascia o homem que nunca conheceria o cansaço quando o assunto era proteger os seus.

O Patriarca e o Santuário da Família

Ao lado de sua esposa e companheira de todas as horas, Alvanira Alves de Souza, com quem se casou em 13/07/1961, João construiu um projeto de vida que hoje é o seu maior orgulho. Como pai de seis mulheres — Eliane, Elizete, Elenilza, Eloiza, Joana D’Arck e Miriam — ele foi o mestre que não usou apenas palavras, mas o exemplo vivo. Ensinou às filhas que a integridade é o maior dote que alguém pode possuir.

Hoje, a árvore genealógica dos Lima do Córrego João Pinto continua a florescer através de João, com 13 netos e 17 bisnetos. Para ele, a família não é apenas um conceito, é o seu campo de atuação mais sagrado. Sua dedicação é total, e sua alegria reside em ver a continuidade de seus valores nos olhos das novas gerações.

A Nobreza da Lida e o Temor ao Criador

Homem de hábitos simples e alma grandiosa, João fez da agricultura e do ofício de carroceiro a sua arte. Sua paixão sempre foi o trabalho; para ele, o movimento é vida e a terra é a mestra. Entre um sulco no solo e uma viagem com sua carroça, ele cultivou amizades sólidas, como a vizinhança fraterna com o Sr. Volmar, provando que o respeito se conquista no dia a dia.

Entretanto, o que coroa a biografia de João Nazaro é o seu profundo temor a Deus. Ele é um homem que caminha pela vida sob a luz da fé, sendo reconhecido como alguém justo e íntegro. Seu legado é uma lição de que é possível ser vitorioso sem perder a humildade e ser forte sem perder a ternura. João Nazaro, o “João Tereza” dos Lima, segue sendo um farol para Conselheiro Pena: um homem que, tal qual as raízes do Córrego João Pinto, permanece firme, profundo e inabalável.

É com profundo senso de dever e prestígio que o Notícias no Leste assume a missão de eternizar as trajetórias daqueles que são os verdadeiros pilares da nossa sociedade. Para este jornal, relatar a história de figuras tão exponenciais em nossa região é mais do que um exercício jornalístico; é um resgate da nossa própria identidade. O Sr. João Nazaro, o nosso querido “João Tereza”, surge como uma personalidade ímpar, um homem cujo caráter e trajetória nos preenchem de um orgulho genuíno. Figuras como ele reiteram a certeza de que pertencemos a um povo de valor inestimável, forjado na honradez e na fé, elevando o nome de nossa terra ao patamar do mais alto gabarito moral.

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