CRIANÇA ESQUECIDA.

No dia de hoje (15/04/2026), leio estarrecido a seguinte notícia: “Uma mulher de 30 anos foi presa por abandono de incapaz nesta sexta-feira (10/4) em Governador Valadares (MG), no Vale do Rio Doce. Ela não buscou sua filha de 7 anos na escola e a menina acabou esquecida e presa em uma sala de aula, onde passou a noite toda. Segundo a ocorrência policial, a criança ficou trancada na sala após uma sessão de filmes na tarde de quinta (9/4), adormecida.

A mãe disse para a polícia que percebeu a falta da menina, mas estava esperando 24 horas para chamar por socorro, pois a menina teria o costume de fugir de casa. Ela relatou aos policiais que a menina tem TDAH e que não toma remédio” (Metrópoles).

Como chegamos a isso? Há dois pontos a se considerar:
1º – A humanidade é pecadora. Nasce com uma natureza pecaminosa e isso é uma afirmação bíblica. Após o pecado, o homem se torna capaz de coisas lamentáveis. Mas, mesmo o homem sem Deus se espanta ao ver que uma mãe “esqueceu” uma filha na escola. Dificilmente uma mãe se esquece de um filho. Mas pessoas não regeneradas por Cristo podem fazer tal coisa.

2º – Os pecados estão sendo potencializados, ressaltados e até aplaudidos por promotores de ideologias “progressistas” com seus planos de poder. Se a sociedade continuar se movendo para as pautas “progressistas”, manchetes como essas tendem a se tornar mais comuns a cada dia.

O sistema que ora domina e milita pesadamente tem um projeto de poder, e esse projeto quer capturar e doutrinar as novas gerações. Por décadas estamos ouvindo que o Estado deve cuidar de nossos filhos e decidir o que eles podem aprender. As pessoas ouvem que tudo é responsabilidade do Estado.

Saiba que isso não é bondade; é um plano de dominação. O Estado quer nossos filhos na creche ainda bebezinhos; quer as crianças na escola em tempo integral. Quer ditar o que nossos filhos devem aprender e como devem se comportar. Querem doutrinar nossos filhos e assumir papéis que são da família. Isso é um elaborado, paciente e maléfico plano de implantação de uma ditadura.

O sistema (Estado, mídia, “intelectuais” de universidades…) tem sistematicamente atacado a família, o cristianismo, os traços judaico-cristãos da nossa cultura, a masculinidade e as tradições para dominar. Eles criam leis que nos silenciam para impor sua filosofia. E está dando certo.

O enfraquecimento das famílias e das instituições tradicionais desemboca em vícios, prostituição, perversão, negligência no cuidado com os familiares (idosos e crianças), desrespeito às autoridades, aumento da criminalidade e fortalecimento do narcotráfico. O que há de pior está se avolumando na nossa sociedade em virtude da sede de poder de quem hoje manda no Estado.

Precisamos reagir e nos posicionar contra esse plano de dominação. O Estado não é capaz de nos dar saúde, educação formal, segurança ou saneamento básico (mesmo com os impostos abusivos e exorbitantes que cobra), e não é por falta de dinheiro; é desonestidade. E é esse Estado que quer “educar”, doutrinar, ensinar e manipular nossos filhos. As escolas se tornaram depósitos de alunos, centros de doutrinação ideológica e lugares de produção de analfabetos funcionais. Isso tem que mudar!

A Bíblia ensina que os pais devem educar os filhos (à escola cabe ministrar as disciplinas clássicas). São os pais que devem dar educação e disciplina. É na família que se aprendem boas maneiras e civilidade. São os pais que ensinam moral e bons costumes. É dos pais o papel de ensinar sobre sexualidade. É direito dos pais não permitir que doutrinem seus filhos com ideologia de gênero, apologia à prostituição e às drogas. É papel dos pais ensinar sobre fé e espiritualidade. Um professor militante não tem o direito de doutrinar em sala de aula. Cristãos de verdade devem batalhar por sua família, pelo fortalecimento das famílias tradicionais e pela restauração das famílias quebradas e que se tornaram disfuncionais por terem sido infectadas por ideologias destrutivas.

É tempo de nos posicionarmos ou veremos cada vez mais crianças esquecidas nas escolas e escolas degenerando as novas gerações. Com oração e temor, precisamos lutar, fazer barulho e nos posicionar pela verdade. Cristãos são a maioria (e, mesmo que não fossem, prezam pela Verdade) e devem se posicionar!

 

– Rev. Juberto Oliveira da Rocha Júnior – Pastor da Igreja Presbiteriana Simonton – IPB

 

-O texto é de inteira responsabilidade do autor

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