QUEM ME REPRESENTA – Por José Nilson*

Em tempos de Campanha Política surgem muitos candidatos e candidatas a salvadores e salvadoras, pessoas capazes de resolver os problemas, por mais crônicos que sejam, com a intenção de impressionar, comover e impactar o máximo de pessoas possíveis, dizendo que vai fazer a diferença.

Em relação a esses e essas, que desejam se tornar membros do poder Legislativo, que façam sua campanha em consciência, em seu nome, não em nome de outros, apresente a você mesmo(a), seja um cidadão ou cidadã que anda na direção do bem comum e não agindo somente por interesses próprios ou como um lobista, ou uma lobista, preso(a) a grupos políticos e religiosos.

Não ande com o inferno na boca, não amaldiçoe ninguém, não condene quem pense diferente de você, haja como alguém que vai advogar a favor das melhores causas, não use o nome de Deus, Deus é soberano e não precisa de ninguém para defender a causa dele. Lembre que caso seja eleito, eleita, você o foi por pessoas que por alguma razão acreditaram em você e decidiram te dá a condição de ser a voz deles no meio político. Portanto, mostre que é uma pessoa normal, que sabe minimamente a história da democracia, que conhece os fenômenos sociais e que tem um envolvimento real com as comunidades as quais se diz representar.

Não seja uma pessoa que fale em nome de terceiros, que se deixa impressionar com cargos, poder e dinheiro, más que se ocupe em legislar, ou seja, criar leis que tornem a sociedade mais justa e humana; fiscalizar a questão financeira, julgar as contas apresentadas pelo Executivo, isto é do prefeito ou prefeita, e ainda, propor alternativas para o desenvolvimento pleno do Município onde atua e, sobretudo representar os interesses da população perante o poder público.

Se qualquer candidato ou candidata ao cargo de vereador e vereadora, prometer qualquer tipo de obra, vai o fazer para tentar ganhar o voto, porque essa não será sua função. Sua obrigação é cobrar, discutir, conferir, duvidar, contrapor ou apoiar as ações do Executivo, tornando possível o equilíbrio democrático entre os poderes. Podemos entender pelo verbo legislar todas as ações relacionadas ao tratamento do corpo de leis que regem as ações do poder público e as relações sociais.

É bom saber que o TCE – Tribunal de Contas Estadual é o órgão de controle externo da gestão dos recursos públicos e municipais, presta auxílio ao Poder Legislativo, tem sede na Capital e jurisdição própria e privativa sobre as matérias e pessoas sujeitas a sua competência. – Por Uma Sociedade Sem Males –

  • José Nilson auto intitula-se como Sacerdote, Profeta e Rei

**o texto é de inteira responsabilidade do seu autor e não representa necessariamente a opinião do site

 

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