OBESIDADE INFANTIL – Por Dra. Karol Henriques*

O aumento do poder aquisitivo das famílias, a falta de educação alimentar dos pais e o avanço da tecnologia entre os jovens estão entre as principais causas para a explosão da obesidade infantil em todo o mundo.
O fato das novas gerações estarem constantemente rodeadas de tecnologia também preocupa, pois isso faz com que as crianças e adolescentes fiquem sentados na maior parte do tempo.
As famílias brasileiras costumam consumir muita carne, pouca fibra e muito açúcar. Muitas vezes o café da manhã, o almoço e o jantar são parecidos, com pouca variedade de alimentos e escolhas pouco saudáveis. Se toda a família come assim, como querer que a criança mude?
Para auxiliar na reeducação de crianças obesas, o trabalho com a família pode incluir sugestões de novos ingredientes para a lista de compras e incentivar a participação delas nas escolhas de produtos no supermercado ou na feira.
Acima de tudo não se deve esquecer que os hábitos alimentares das crianças são o espelho da alimentação dos adultos. Se as famílias desejam que os filho bebam mais água, por exemplo, não podem ter sucos e refrigerantes sempre à disposição!
Após a mudança alimentar dos pais, as crianças conseguem acompanhar sem muita dificuldade. Mas é preciso ter paciência. São necessários pelo menos três meses para que todos sintam as primeiras mudanças no corpo e comecem a trilhar um novo caminho rumo à qualidade de vida. O sobrepeso na infância é um dos principais fatores de risco para a obesidade na adolescência e na vida adulta.
A situação é tão grave que muitas crianças hoje já estão sofrendo de doenças decorrentes da obesidade que até pouco tempo atrás afetavam apenas adultos, como altas taxas de colesterol e triglicérides, hipertensão arterial e reumatismo. Isso sem contar nos casos de desnutrição ligados à obesidade e todos os problemas psicológicos que podem afetar os jovens com sobrepeso.
A obesidade é hoje um dos problemas de saúde que mais prejudicam a qualidade de vida das pessoas. Começar a preveni-la desde a infância é essencial para que possamos vencer essa batalha. Quanto menos crianças obesas tivermos hoje, menos adultos doentes teremos que tratar no futuro. Pense nisso!

  • Medicina Humanizada – CRM 58486
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