SAÚDE NÃO É PRIORIDADE – Por José Nilson*

Questão de difícil solução tem a ver com política de inclusão social. Aparentemente semelhantes, agricultura familiar e agronegócio são desiguais e causam impactos bem diferentes.
As principais diferenças entre eles são: O agronegócio é um processo econômico, relacionado às atividades agropecuárias que são ligadas a outros setores da economia. Enfraquece o solo, contamina rios e nascentes, devido à alta aplicação de agrotóxicos, centralizam o lucro nas mãos de grandes produtores, gera pouco emprego, pois o plantio e a colheita feitos em alta escala, são realizados de forma mecânica, não ajuda em nada na distribuição de renda e fortalece a desigualdade social.
Produz muito, mas se dedica a monocultura, sistema de exploração do solo com cultivo de um só produto. Produz principalmente, para abastecer os mercados internacionais, ganhar muito dinheiro favorecendo – se do dólar, ao mesmo tempo em que provoca o desabastecimento interno, contribuindo para a falta e alta dos preços dos alimentos, uma vez que a demanda é grande, mas a oferta é menor.
Comida para o agronegócio significa apenas dinheiro. Os defensores do agronegócio se alto vangloriam de serem os principais responsáveis pela produção de alimento do país, mas quem realmente coloca comida na mesa é a agricultura familiar, cerca de 70% do que comemos. Os produtos da agricultura familiar, normalmente são encontrados nas feiras de ruas e praças, realizadas na cidade, ou em algum tipo de exposição. A produção tem base comunitária, o que gera renda para a população do campo e da floresta. Além de ajudá–los a crescer, quem adquire, consome produtos mais saldáveis.
O cultivo da agricultura familiar é realizado em pequenos espaços, evita o uso de agrotóxicos, proporcionando convivência menos agressiva com o meio ambiente e, sobretudo com o solo.
É verdade que o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo e, mesmo assim, temos milhões de pessoas passando fome, sem acesso à comida. Isso porque a lógica do capitalismo é perversa. Não raro pessoas dizem que Natal não combina com fome e aparecem campanhas de arrecadação de alimentos por todo lado, daí a pergunta: Qual dia combina com a fome? Esse é o mal de ficarmos presos à datas. Por pura estupidez, isto é, ignorar o que se sabe e falta de discernimento, muitos se colocam como defensores e propagam o agronegócio e ignoram a agricultura familiar, porém o agronegócio produz soja, milho, celulose, café, carne de frango e bovina, açúcar e suco de laranja.
Enquanto a agricultura familiar produz: mandioca, feijão, milho, café, arroz, trigo, leite, carnes de frango, bovina e suína. O que colocamos no prato para comer? Os produtos oferecidos pelo agronegócio, ou o que é produzido pela agricultura familiar? Questão de observarmos a vida a partir do que consumimos.
– Por uma sociedade sem males –

  • José Nilson se declara, Sacerdote, profeta e rei.
  • * Os texto é de inteira responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente a opinião do jornal
Esta matéria foi visualizada206 vezes

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *