QUESTÃO DE CONVENIÊNCIA – Por José Nilson*

No Evangelho de Lucas, segundo a Bíblia, capítulo 4, versos 14 seguintes, Jesus fez leitura de uma passagem que ele procurou, foi de propósito. Jesus aplica a passagem a si mesmo.
Nós sabemos que os contemporâneos de Jesus esperavam um Messias, um enviado de Deus, redentor, que promoveria uma reforma social, Rei, guerreiro, liderando um exército armado, com sede de poder, disposto a matar, exterminar os romanos e tomar o império e controlar suas terras. Hoje não é muito diferente.
Mas Jesus não se apresentou assim, não apresenta a si mesmo, más um filho do homem, na terceira pessoa, enigmático e misterioso. Jesus recusa esta condição de líder tirano, autoritário, político revolucionário e faz opção por um messianismo de pastoreio e humanizado, para quem queria vingança e combate, dava uma aparência de fraqueza.
Jesus apresenta seu programa de governo/ reinado. Sua missão é devolver a liberdade e dignidade aos pobres e oprimidos. Anunciar um ano da graça do Senhor, que era uma correção da injustiça social. Todas as dívidas seriam perdoadas. Alguém perdoa divida? As terras e propriedades seriam fraternalmente distribuídas. Jesus não veio ratificar, confirmar nenhuma ideia que formularam e formulam a respeito dele, más para propor um novo modo de se relacionar.
O Projeto de Jesus é de humanização, reconciliação, partilha, igualdade, fraternidade e comunhão. Onde o espírito de competição, de conflito e combate se encontram normalmente a proposta de Jesus é deixada de lado ou cai no relativismo.
Para pensar: Nossas atitudes revelam que abraçamos o projeto de Jesus ou estamos mais voltados para a competição? Normalmente ficamos do lado do mais fraco ou do mais forte? Testemunhamos um Messias militar, ou um Messias pastor? Calculadamente abraçamos o menos importante, aquilo que tem menos importância, insignificante, desprezível, trivial, irrelevante. Adoramos objetos supostamente sagrados, mas olhamos para o semelhante com desdém, sem cuidado, como vigia, observando secretamente, desconfiados, julgando, procurando motivo para depreciar, tirar o valor. Deveríamos olhar para o outro como algo sagrado.
O interessante é que queremos a salvação, mas não queremos ser humanos, isto é, olhar para o outro com compaixão e misericórdia. A proposta de Jesus é uma ofensa para quem se acomodou na almofada celestial do cristianismo. – Por uma sociedade sem males –

  • José Nilson se declara, Sacerdote, profeta e rei.
  • * Os texto é de inteira responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente a opinião do jornal
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