VET Mais – Consultório Veterinário : LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA – SAIBA MAIS

Leishmaniose visceral canina (LVC) é uma patologia causada por um protozoário do gênero Leishmania, que acomete os cães, os quais são considerados no ciclo urbano de transmissão os principais reservatórios.
No Brasil, a LVC é transmitida através da picada do mosquito pertencente à família dos flebotomídeos, ao gênero Lutzomyia e à espécie Lutzomyia longipalpis. Este vetor é conhecido popularmente, por mosquito-palha, birigui ou tatuquiras e, se constitui no principal vetor brasileiro. O mosquito-palha é um inseto muito pequeno, que costuma se reproduzir em locais com muita matéria orgânica em decomposição.
Os sinais clínicos mais comuns são: dificuldade locomotora, perda de peso, polidipsia, apatia, anorexia, vômito, diarréia, epistaxe, melena, alterações dermatológicas, hiporexia, onicogrifose (crescimento anormal das unhas), emaciação, mucosas pálidas, sinais oculares, hipertermia.
Os sinais dermatológicos mais comuns são de uma dermatite esfoliativa com escamas esbranquiçadas similares a asbestos, alopecia, lesões ulcerativas, prurido intenso, pelame opaco e dermatite seborréica.
O diagnóstico definitivo pode ser realizado através de testes moleculares, sorológicos e parasitológicos.
O Tratamento da LVC no Brasil utiliza protocolos variados que combinam o uso de drogas imunomoduladoras, leishmanicida e leishmaniostáticas.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o Ministério da Saúde anunciaram a autorização do registro do produto MilteforanTM, o único medicamento veterinário aprovado para o tratamento da Leishmaniose Visceral Canina no Brasil.
É uma doença que não há cura, mas o tratamento é capaz de promover a melhora clínica do paciente e diminuição significativa da carga parasitária, sendo assim, a eutanásia nunca deve ser nossa primeira opção.
As medidas recomendadas aos proprietários dos cães livres da infecção ou em tratamento, podem ser:
1- Uso do colar impregnado com deltametrina 4%, o qual deve ser substituído a cada seis meses; em cães alérgicos ao colar, uso de inseticidas de aplicação tópica à base de permetrina;
2- Cuidados de limpeza do ambiente, como retirada de matéria orgânica excessiva; aplicação de inseticidas ambientais centrados nos canis (ambientes em que o animal permanece por mais tempo), como aqueles à base de deltametrina e cipermetrina, em aplicações semestrais;
3- Uso de plantas repelentes de insetos, como a citronela;
4- Existe a vacina Leish-Tec®, a qual é a única licenciada pelas autoridades da saúde pública do Brasil, para a venda e administração por médicos veterinários.
Se seu cão apresenta algum desses sinais, entre em contato conosco e agende uma consulta.

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