DETURPAÇÕES – Por José Nilson*

O que é ética? É aquilo que é em si, tem a ver com o modo de ser e não muda, não vacila, não se corrompe, é um conjunto de valores que produz saúde, bem-estar, harmonia e paz para praticar na vida e para ser viável para o bem de todos.
Quem é ético, não tem preço, não tem essa de se vender, se adaptar, fingir de enganado ou inocente para agradar. De modo que ética tem a ver com consciência, vem de etos, é coisa que em si garante proteção, tudo que favorece e defende a vida é ético. Enquanto que moral tem a ver com etiqueta, horizontalidade, alinhamento dos acordos de uma sociedade, por isso o nome é moral, porque vem de maioria, o que a maioria faz é a regra.
Quando uma pessoa é chamada de imoral em relação ao seu comportamento, é porque suas atitudes contrariam os acordos da maioria. Normalmente quem age com ética é chamado de imoral. Se confunde ética com moral. Ética não muda, é aquilo que é.
Os dez mandamentos (decálogo) são exemplos por excelência de ética, não foram e nem são morais, eles são éticos, desde de quando o mundo é mundo que matar é matar e roubar é roubar, é questão de consciência, independentemente de ter conhecido Moisés ou não. Moral altera de geração para geração. O que é ética cristã? Em relação à Jesus, em seu ensino não havia nada relacionado à moral tudo tinha a ver com ética.
No ponto de vista de Jesus, ética, Lei da Vida e Direitos Humanos são a mesma coisa. Para a sociedade de Jesus, formada em sua maioria por moralistas, consideravam Jesus imoral, porque ele era ético. Ele curou em dia de sábado, o que para os moralistas e legalistas era uma desobediência e violação da Lei, uma imoralidade, um crime, porque rompeu foi além do combinado pela maioria. Os Doutores da Lei, Rabinos, Sacerdotes e Anciãos decidiram e estabeleceram que em dia de sábado não aconteceria nenhum tipo de cura.
Em uma sociedade considerada de maioria cristã, o que é mais forte, a ética ou a moral? Deveria ser a ética. Se se sustenta no nome de Jesus, tem que ser coerente com seu modo de ser. Ele deveria ser o centro e a referência, caso não comece e não termine nele é falso e o Espírito dele não está neste meio. Se nossa fé fosse cristocentrica, Cristo no centro, cada vez que frequentassemos o templo, deveríamos sair mais pacificados, mais humanizados e mais santos.
Más isso não aconteceu, porque prega a ética, más aplica a moral, anuncia a graça, más pratica a Lei, não consegue romper os limites da especulação e da teoria, tudo isso impede a amadurecimento espiritual dos cristãos, por isso corriqueiramente nossas atitudes desmentem nossas palavras. – Por uma sociedade sem males-

  • José Nilson se declara, Sacerdote, profeta e rei.
  • * Os texto é de inteira responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente a opinião do jornal
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