FIQUE ATENTO: MORTES POR DENGUE AUMENTARAM QUASE 1.000% EM MINAS GERAIS

A dengue continua sendo um problema de saúde pública para Minas Gerais. Somente neste ano de 2022, 65 mortes foram confirmadas pela doença. O número é 983% maior que o registrado no ano passado, quando 6 mortes foram confirmadas. É como se, a cada mês, a dengue deixasse 5 vítimas.

As informações do Boletim da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais indicam que em três cidades de Minas morreram neste ano o mesmo número de pessoas que em todo o Estado em 2021. Em Araxá, no Alto Paranaíba, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e em Unaí, no Noroeste de Minas, foram 6 mortes por dengue. Uberlândia também lidera o número de casos da doença em Minas, chegando a quase 5 mil.

Em todo o Estado, mais de 70 mil pessoas tiveram dengue neste ano. O salto no número de casos é de 356% com relação ao ano passado, quando foram registradas 15.441 pessoas com o vírus da dengue. Por mês, seria como se todo o Estado registrasse pouco mais que os casos totais de Uberlândia.

Já para chikungunya e zika vírus não foi confirmado nenhum óbito em 2022. Mesmo que alguns casos ainda estejam sendo analisados. A doença do zika vírus, inclusive, foi a única que apresentou queda no número de pessoas infectadas. Em 2021, foram 25. Agora, em 2022, o número caiu para 18, indicando uma queda de 28%.

Em Januária, no Norte de Minas, os números de casos de chikungunya se destacam dos demais municípios: foram 1.869. O vírus que causa a doença também é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

Dengue em Belo Horizonte 

A capital do Estado registrou uma morte pela dengue neste ano. Em 2021, não houve óbitos relacionados à doença na cidade. O número de casos cresceu 30%, saindo de 1.553 para pouco mais de 2 mil em 2022.

Pelo Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) realizado pela Prefeitura de BH, em uma a cada 100 residências de Belo Horizonte há larvas do Aedes aegypti, transmissor da dengue, o que representa 0,9% do total.

Pelo padrão do Ministério da Saúde, o índice de infestação por larvas do mosquito recomendado para minimizar o risco de epidemia é de até 1%, o que coloca o indicador de Belo Horizonte como de baixo risco. Mesmo assim, quatro das nove regionais da capital alcançaram nível de risco médio para proliferação de larvas do mosquito.

O levantamento indica, ainda, que 83% dos focos do mosquito estão em domicílios, isto é, podem ser evitados por medidas de prevenção e extermínio dos chamados criadouros, aqueles lugares que acumulam água parada.

 

fonte: otempo.com.br

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