BALANÇA ADULTERADA.

Quando o Senhor Deus deu normas a seu povo, ele estabeleceu o princípio de que o juiz deve ser imparcial e buscar a justiça acima de qualquer interesse (Dt 16.18-20). A Bíblia diz que “a balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer” (Pv 11.1). Nos nossos dias, a balança da justiça anda descalibrada. Pesos adulterados fazem com que a justiça não seja igual para todos. Em nosso país, a balança pende para lados que convêm a alguns.

Se houver demanda entre um heterossexual e um que se declare homossexual, a balança pende para o segundo antes mesmo de os fatos serem analisados. Há exceções, mas, na maioria dos casos, é assim. E não só nesse caso. Em um litígio entre homem e mulher, a mulher já entra com vantagem. Em um processo entre branco e negro, muitos tribunais pendem imediatamente para o negro. Um ladrão que cresceu em uma favela é tratado como vítima da sociedade.

Recentemente, vimos o caso de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, que foi assassinado em 2021. No início de junho de 2026, a Justiça do Rio de Janeiro concedeu a ela o perdão judicial. A juíza Elizabeth Machado Louro, do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, justificou a decisão afirmando que Monique sofreu um julgamento público e midiático severo e desproporcional por ser mulher e mãe, apontando forte discriminação de gênero no caso. A mulher foi absolvida por ser mulher e mãe. Como assim? Esses dois requisitos a absolvem de seu crime e omissão? As loucuras ideológicas progressistas infectaram nosso Judiciário, e a justiça nem sempre é justa.

Cristãos sinceros devem se posicionar sobre isso. A Bíblia ensina que:

  1. a justiça deve ser igual para ricos e pobres, sem privilégios (Lv 19.15);
  2. todos devem ser tratados da mesma maneira perante a lei (Dt 1.16-17);
  3. o julgamento não deve ser influenciado pela opinião popular nem por favoritismos (Êx 23.2-3);
  4. corrupção e parcialidade são condenadas (Êx 23.6-8);
  5. a parcialidade é incompatível com a justiça (Pv 24.23);
  6. o juiz deve proteger os vulneráveis e julgar com retidão (Pv 31.8-9);
  7. o juiz deve representar a justiça de Deus, que é imparcial (2Cr 19.6-7);
  8. o favoritismo é incompatível com os princípios cristãos (Tg 2.1-9);
  9. Deus julga todos com igualdade, e a justiça humana deve refletir esse caráter (Rm 2.11).

A balança tem que ser justa, e nós, cristãos, devemos lutar por isso.

Ninguém deve ser favorecido ou preterido por sua condição social, raça, credo, opção de comportamento sexual, sexo, etnia, posicionamento político… Perante a lei, todos devemos ser iguais. O Judiciário não é lugar de militância, e, quando juízes começam a ficar midiáticos, temos um mau sinal.

Cristãos devem se posicionar e ser voz profética. A Bíblia diz: “E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as” (Ef 5.11). E ainda: “…Detestai o mal, apegando-vos ao bem” (Rm 12.9). E mais: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12.21). E muitos outros versos poderiam ser citados.

Um cristão se alegra com a justiça, se regozija com a verdade e deve se posicionar do lado do que é justo. O povo de Deus foi chamado para promover os valores do Reino, e a justiça imparcial e honesta é um valor inegociável do Céu. “A igreja deve ser lembrada de que não é a mestra ou a serva do Estado, mas sim a sua consciência” – Rev. Martin Luther King Jr.

– Rev. Juberto Oliveira da Rocha Júnior – Pastor da Igreja Presbiteriana Simonton – IPB

 

-O texto é de inteira responsabilidade do autor

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