PASSOU A ELEIÇÃO. E AGORA?
Dos cristãos, o Senhor requer que oremos pelas nossas autoridades (1Tm 2.1-2) — não importa se o candidato em que você votou foi eleito ou não; que sejamos submissos às autoridades (Tt 3.1) — a desobediência civil só é aceitável por parte de um cristão quando obedecer às autoridades e às leis implicar desobedecer à Lei de Deus (At 5.29); que um cristão trabalhe pelo progresso de sua nação, tendo os olhos fixos no Reino Eterno (Jr 29.7); e que um cristão seja “voz profética”, denunciando erros e louvando acertos — ideologias humanas não podem ser maiores que as Verdades Eternas (Is 5.20). Concluindo, um cristão deve ser um cidadão exemplar em todo o tempo e sob todo e qualquer governo.
Então, alguém pode dizer: “Ok, mas eu não sou cristão e não me rejo pela Bíblia”. Então, você deve se lembrar de que é um cidadão brasileiro e, como tal, tem direitos e deveres. Muitos só sabem reivindicar seus direitos e não cumprem seus deveres. A Constituição de 88 define deveres do cidadão: cumprir as leis vigentes (art. 5º, II); participar do processo eleitoral, quando obrigatório (art. 14, § 1º); pagar os tributos legalmente devidos (arts. 145 a 162); cumprir as obrigações relativas ao serviço militar, quando aplicáveis (art. 143); respeitar os direitos e a dignidade das outras pessoas (art. 5º e demais garantias constitucionais); proteger e preservar o meio ambiente (art. 225); cumprir as obrigações familiares relativas à educação e ao cuidado dos menores (arts. 208, § 3º, e 229); cumprir as obrigações legais relativas à defesa nacional (arts. 142 e 143); participar responsavelmente da vida democrática (arts. 1º e 14); respeitar o patrimônio público e fiscalizar os atos do Estado (art. 5º, LXXIII) e outros dispositivos aplicáveis. Um cidadão brasileiro deve estar sob a Constituição do nosso país. Um indivíduo que não está disposto a trabalhar em prol de sua nação não é um cidadão de fato.
O Deus Trino é maior que ideologias humanas; nossa nação é maior que partidos ou projetos de poder; nossas famílias são mais valiosas que qualquer teoria pseudointelectual; os três poderes devem se submeter à Constituição; agentes públicos devem trabalhar pelo povo e para o povo; e o futuro de nossa nação é mais importante que vaidades de personagens políticos. Por tudo isso, devemos caminhar irmanados para a promoção de nossa nação e de nossos valores mais caros.
As eleições passaram. Os governantes estão eleitos. Os desafios estão à nossa frente. Cabe a nós nos unirmos num sentimento de brasilidade e civismo para construir uma nação cada vez mais forte e melhor. Tendo sido eleito o seu preferido ou não, como cidadãos, devemos lutar pelas virtudes e denunciar os erros, tendo em vista uma nação melhor.
Não cessemos de orar pela nação, cumprir os deveres, trabalhar pelo progresso e lutar pela moral e pelo que é certo. Que o reino terreno chamado Brasil almeje os atributos do Reino Eterno para si.
“Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR; este, segundo o seu querer, o inclina.” (Pv 21.1)
– Rev. Juberto Oliveira da Rocha Júnior – Pastor da Igreja Presbiteriana Simonton – IPB
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