FLAGELOS DO NOSSO TEMPO – Por José Nilson

Reconhecendo a necessidade de promover esforços para enfrentar questões como a pobreza, a exclusão e o desemprego, a Assembléia Geral das Nações Unidas decidiu observar todos os anos, a partir de 2009, o dia 20 de Fevereiro como Dia Mundial da Justiça Social. Os governos devem ter projetos claros e definidos para erradicar a pobreza e promover o pleno emprego e o trabalho digno, a igualdade de gênero e o acesso ao bem-estar social e à justiça para todos. Quando vejo tanta desigualdade, eu condeno os governantes, sem esquecer dos líderes religiosos, que deveriam manter viva a consciência do povo. Deveriam ser as sentinelas dos direitos, estar atentos às ações políticas. Contrário a isso, usam a Bíblia para apoiar projetos de morte, com espírito farisaico e hipócrita, dizem que no templo não é lugar para tratar de questões sociais, dizem que é para preservar o povo de constrangimento, confusão, perturbação e desconforto. A Bíblia desmascara esses líderes, enquanto eles silenciam, a Bíblia apóia as questões sociais, revela o mal que está dentro das pessoas e não um mal que está voando por aí. No livro de Êxodo 3, 7 – 10 mostra que Deus viu a miséria e a opressão do seu povo que estava no Egito. Ouviu o clamor contra os opressores e reconheceu o sofrimento daquela gente. Ele disse que desceria para libertar o povo e guiá-los para uma terra fértil, espaçosa, onde corre leite e mel. Existe uma ação política maior do que esta? Deus não disse ao povo para agüentar o sofrimento, a exploração, os tormentos, que depois da morte dar-lhes-ia o alívio. Nada disso, Deus dá o livramento é em vida e não depois da morte. A salvação é para o corpo e para a alma, é para hoje, é urgente. Aos analfabetos políticos e religiosos eu digo que a Bíblia mostra que a ação de Deus é política e libertadora. A ação de Deus é contrária a toda e qualquer tipo de exploração e de violência. A religião deveria ser uma ferramenta para defender a dignidade e os direitos da pessoa, más está tão ocupada em manter seu status de potência mundial, econômica e social que esqueceu que sua função primeira é religar o homem a Deus. A história do povo de Deus não tem nada de romântico como apresentam, tanto que a Bíblia é fruto da resistência de um povo. Os líderes de hoje não deveriam ter a Bíblia como referencial, sobretudo os livros históricos, proféticos, sabedoria e os evangelhos, que chamam a atenção para a defesa da viúva, do órfão, dos menos favorecidos, denunciam tanto a religião de aparência quanto o sistema político opressor. A frouxidão hora instalada, aumenta o cinismo, a indiferença e torna o senso critico casa vez mais fraco. Isso sim é uma parceria perfeita, serviço relevante que os religiosos prestam e os governantes agradecem.

– Por uma sociedade sem males –

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