SINAL DE INFANTILIDADE – Por José Nilson

Muitas pessoas tem uma necessidade manifesta de autoafirmação, se auto afirmar o tempo todo, é um comportamento muito presente em nosso meio, que está intimamente ligado com a auto – estima e o sentimento de insegurança.

Para quem vê de fora, pode parecer uma pessoa com auto – estima elevada, mas por trás desse “ser o melhor em tudo” pode haver uma auto – estima frágil, um medo de perder espaço, influência, prestígio, honras, privilégios, poder, defesa da própria identidade, direitos, opiniões, desejos. Tenta se impor à aceitação do meio, por uma questão de sobrevivência, de existir. Acaba por dificultar a relação com as pessoas.

Em muitos casos ao sentir que seu conhecimento já está superado no mercado e o pior, não está fazendo falta, surge o medo de se tornar invisível, imperceptível, desconhecido, irreconhecível. A pessoa impulsionada por este sentimento, no ato de desespero, se lança de modo espalhafatosa, mostrando ser mais inteligente, mais capacitada, faz de tudo para aparecer, impressionar, afim de conquistar confiança e ocupar espaço.

Tem muita gente atenta a essa carência e ensinando de como pular do pináculo do templo sem correr riscos, é o chamado pulo do gato. Ensina como conseguir reconhecimento privado e público, esse é o objetivo a ser alcançado. O negócio é controle, posição, cargo, dinheiro, dar as cartas, ser potência, satisfazer a tesão do ego, a tara intelectual, acadêmica, comercial, política, cristã, querer ser o senhor de uma potestade. O negócio é ter alguém a quem mandar e aborrecer. Se não tiver gente, sobra para os animais, tudo que a pessoa possa se impor.

Pode ser por questão de prazer, gostar de se achar o melhor, ou por questão de se afirmar, nada está bom, se mete até com o que não entende, com o que não lhe diz respeito e não foi solicitado. A carência, insegurança e necessidade de auto – afirmação produzem gente exagerada, se torna uma deficiência de alma, mais psíquica do que de caráter. Normalmente a pessoa que é assim, não admite, mas também não consegue se conter. A questão é saber até quando é positivo, favorável, tolerável, prejudicial, além do necessário, abusivo. Ninguém é obrigado a escutar nem tolerar esse tipo, até porque quando dá errado, finge amnésia e se esquiva.

É necessário superar a necessidade de auto – afirmação, valorizar o saber, o conhecimento, usa – o no momento que for solicitado(a), caso fique se oferecendo em demasia, perde o valor e cai no ridículo. – Por uma sociedade sem males –

  • José Nilson auto intitula-se Sacerdote, Profeta e Rei

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