QUASE UNANIMIDADE – Por José Nilson

Conversão para qualquer direção é decisão, e nós decidimos por não nos convertermos ao Senhor, más a nós mesmos, ao dinheiro, às nossas tesões, ao cristianismo, à religião, à política.
Gostamos de servir a líderes religiosos e políticos e fazer deles nossos ídolos, bezerros de barro. Não conseguimos viver um só dia o pleno de nós, de nossa origem. Fazemos aquilo que não deveríamos fazer e deixamos de fazer o que deveríamos fazer. Fazemos da vida um balcão de negócios e conflitos, tomados da índole de levar vantagem em tudo, de sermos oportunistas e imediatistas, o que nos desumaniza.
Falsificamos documentos para não pagar impostos, para aposentar, para conseguir pensão ou auxílio, é uma história longa, vem desde a colonização. Em outros países existe uma cultura de honestidade, compra e paga sem a interferência de pessoas.
Porque será que no Brasil, onde há aglomeração existe câmeras, funcionários para acompanhar os clientes, seguranças, guarda volumes, não se pode entrar com bolsas? Segundo Paulo, é está sem Deus; é viver como o filho pródigo, que saiu de si, deixou de ser, se perdeu e só se encontrou quando voltou para junto do pai.
Converter é voltar a si, recuperar a identidade, é não se conformar com este mundo. Porque não existe conversão como a de Estevão, Paulo Apóstolo, João Batista? São tantos os motivos. O Salmo 81/ 82 nos convida à conversão.
Como desistimos em não buscar a Deus, vivemos com o nosso coração endurecido, seguindo nossas próprias decisões que nos tiram a liberdade e a vida. Lamentável, pois se ouvíssemos o Senhor, Ele nos saciaria de todo bem.
O que nós fizemos de Deus? Humanizamos Deus, com o pior do ser humano, raiva, intolerância, vaidade, castigo. Em Isaías 30, 15 diz o Senhor, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em sossegardes está a vossa salvação, na quietude e na confiança está o seu vigor, mas vocês não quiseram. Pior é não reconhecermos nossos erros, colocamos um véu, chamado práticas religiosas e cobrimos nossos olhos.
O texto de Lucas 11, 47 – 54 nos faz um apelo à conversão. Isto é, superar todo tipo de hipocrisia. Jesus critica os fariseus que praticam o ritual, mas não praticam a justiça. Escondem suas maldades atrás de uma aparência religiosa. Agindo desta forma o rito, a celebração, o culto, o agrupamento se torna vazio, sem sentido e significado. O amor deve ocupar o centro da vida de quem se diz cristão.
Quando praticamos o amor e a justiça, nossa existência se torna uma perene celebração da vida.

– Por uma sociedade sem males –

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