ENTRE UNHAS E DENTES – Por José Nilson*

A gente acolhe o que a gente quer, na hora que a gente acha que deve. Isso porque a grande maioria se diz cristã, que vivem segundo os ensinos de Jesus, mas o tempo todo nega o caminho, a verdade e a vida. Gostamos mesmo é de viver de enganos, de viver equivocadamente, normalmente quem gosta de viver assim, foge da verdade, pois a verdade destrói o circo. A grande maioria gosta de viver uma falsa obediência, assim acreditam que nunca carregarão culpa de nada, tudo é vontade de Deus. Por isso está cada dia mais difícil orientar as pessoas a seguirem um raciocínio lógico, a terem atitudes centradas, racionais e legítimas, a ficção domina e tudo se torna absurdamente fácil. Gostaria de viver em um mundo realista, de pessoas que assumissem suas responsabilidades, mas só vejo pessoas focadas em defender seus idealismos a qualquer preço, passando por cima de tudo. Se sentindo o dono da verdade, se sentindo acima da lei. Ignorando completamente o coletivo e pensando somente em si. Os sistemas político e o cristianismo tratam de infundir nas pessoas esses caracteres.

O negócio é quebrar as regras, as normas. A partir do momento que há mais de 1700 anos se vive uma mentira, na convicção que é verdade, não dá para levar nada a sério. Não por acaso, no Brasil são mais de 500 anos de malandragem e imoralidade, faz que faz, mas não faz; faz que obedece, mas não obedece nada. Quem procura levar as coisas a sério e de modo coerente, tanto no campo político quanto cristão, é acusado de subversivo, revolucionário, perturbador, que age na intenção de derrubar alguém, por isso é afastado, repelido para não criar problemas, não encontra apoio, pois a maioria por medo ou conveniência, ou as duas coisas, vão no fluxo, na onda da maioria que segue o mais forte, o líder.

É uma luta totalmente desigual. Em tempos de profecia aparelhada e adornada pela instituição, onde ninguém tem coragem de dizer: Ai de vós! Poucos procuram humanizar as relações, menos ainda praticam a justiça, honestidade e a igualdade, as conseqüências de tudo isso são trágicas, muita covardia, desvio de conduta, falta de sinceridade, ódio, mentira, dissimulação, ignorância, indiferença, autoritarismo, desinteresse, extremismo, falsidade, bajulação dos poderosos, muita divisão, tudo isso acelera nossa destruição. Veja no caso da COVID 19, quanta desobediência, quanto descaso, quanta rebeldia, por exemplo, o uso da máscara que serve para cobrir o nariz e a boca, virou adorno, enfeite que se usa no queixo, só colocada em caso extremo, assim revelamos como somos burladores e fraudadores das normas.
– Por uma sociedade sem males –

*José Nilson se declara Sacerdote, Profeta e Rei

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