GOLPES FINANCEIROS SE MULTIPLICAM E FAZEM NOVAS VÍTIMAS NA REGIÃO
Uma sequência de ocorrências registradas nos últimos dias aponta diferentes modalidades de golpes financeiros aplicados contra quatro moradores de Conselheiro Pena e um da cidade de Goiabeira, todos com registros feitos em 14 de janeiro, envolvendo falsas decisões judiciais, fraudes bancárias, contatos por videochamada e vendas de produtos que não foram entregues.
Em um dos casos, um homem relatou que recebeu mensagens por aplicativo de conversa de uma pessoa que se apresentava como advogada, informando sobre uma suposta vitória em um processo judicial antigo e a liberação de valores. Durante a conversa, foram solicitados pagamentos para custeio de taxas e procedimentos administrativos. Após realizar transferências bancárias, a vítima desconfiou da situação, consultou sua verdadeira advogada e constatou que se tratava de um golpe. O prejuízo chegou a quase R$ 17 mil, e o banco foi acionado para tentar o bloqueio dos valores.
Em outra ocorrência, um solicitante percebeu que seu cartão de crédito não foi autorizado durante uma compra em supermercado. Ao verificar o aplicativo bancário, constatou a realização de cinco transações que não reconhecia. Após contato com a instituição financeira, foi orientado a registrar o boletim de ocorrência. Situação semelhante foi registrada em outro atendimento, com o mesmo tipo de fraude bancária não autorizada.
Também foi registrado o caso de um homem que recebeu ligação de uma pessoa que se passou por promotor de Justiça, marcando uma reunião virtual para tratar de um processo. Durante a chamada, o suposto representante orientou a vítima a acessar o aplicativo bancário sob a justificativa de ativar uma proteção de conta, momento em que ocorreu um desconto financeiro. Após contato com familiares da advogada que acompanhava o processo, o solicitante foi informado de que se tratava de um golpe e procurou o banco e a Polícia Militar.
Em outra situação, vítimas relataram prejuízos após negociações para compra de eletrodomésticos anunciados por uma mulher que afirmava trabalhar com revenda de produtos. Após o envio de valores via transferência bancária, os produtos não foram entregues e a suposta vendedora deixou a cidade. Os fatos foram registrados como estelionato, sem prisão, por não haver flagrante.
As ocorrências foram devidamente registradas e encaminhadas para as providências cabíveis, e as vítimas orientadas quanto aos procedimentos junto às instituições bancárias e demais órgãos competentes.
Fonte: Polícia Militar de Minas Gerais.
