UMA VOZ PROGRESSISTA – Por José Nilson Rodrigues

Em meio a tantos líderes políticos e religiosos, montados em seus cavalos apocalípticos, o Papa Francisco, que trás consigo algum grau de humanidade e simplicidade, e exatamente por isso sofre resistências dos desumanos, instituiu o dia mundial dos pobres, com o objetivo de recuperar e reavivar na igreja um elemento de aprimoramento evangélico, isto é, a predileção de Jesus pelos pobres. Porém, vivemos sob Estados oficiais e institucionalizados que determinamos limites na nossa existência coletiva.
Estes estados adotam regimes, modos operacionais, regidos por leis e diretrizes que sã0 aprovadas, por pessoas que nós devotamos, elegemos e ungimos. Porém nesse sistema a excitação por posse, poder e controle é maior do que o que a legislação determina. Para equilibrar a balança nesse meio, é somente pela justiça, quem ganha mais deveria pagar mais, quem ganha menos, deveria pagar menos ou não pagar nada. O que acontece é que o sistema é capitalista onde os pobres são os mais explorados e tem grupos da média e alta sociedade, formado pelos tem posses e dinheiro, que detém o prestígio e o domínio sobre o grupo social. Cabe ao estado coibir os excessos, de modo que cada um, segundo sua criatividade, tenha o necessário para seu sustento.
Em relação aos menos favorecidos que por algum motivo ficaram para trás e não se desenvolveram como deveriam, o Estado deveria fazer algo para emancipar e promover essas pessoas, para que saiam da inoperância e passem a produzir. O mal é que a grande maioria não tem voz, são totalmente ignorados, são como fantasmas, porque o mundo é gerido por quem tem dinheiro e poder.
No mais, a voz que se ouve no nosso meio é a voz do dinheiro, do deus mamon, esse faz falar quem devia calar e faz calar quem devia falar. Dinheiro compra tudo, corrompe tudo e todos, é a raiz de todos os males. Como todos buscam coberturas e justificativas para seus pecados, sobretudo sacrificando Jesus para poderem pecar de novo, é preciso que toquemos o corpo de Jesus no corpo chagado dos pobres, como resposta ao que a igreja celebra. Porém o entendimento religioso contribui para que a realidade não mude, para estes o que importa é o que vai ser depois, a chamada escatologia. O pobre pode morrer de fome, sede, doente, abandonado, mas junto de Deus terão um banquete. Pegam uma fala de Jesus para se justificarem: Pobre sempre tereis convosco: Porém, não quer dizer que a pobreza seja algo normal, é uma consequência da dureza do nosso coração.

– Por uma sociedade sem males –

José Nilson é Sacerdote, profeta e rei

***o texto é de inteira responsabilidade de seu autor e não representa necessariamente a opinião do Notícias no Leste

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2 comentários em “UMA VOZ PROGRESSISTA – Por José Nilson Rodrigues

  • 11 de dezembro de 2019 em 07:27
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    Um papa socialista era o que de pior poderia ocorrer à igreja. Isto é um ultraje às sagradas escrituras e uma armadilha de satanás contra o cristianismo.

    Infelizmente é desse jeito: o discurso socialista é um lobo que se disfarça de uma linda ovelha.

    Onde o progressismo (um eufemismo à desgastada imagem socialista) impera, há uma nitida perseguição à igreja, à bíblia e à fé cristã.

    Oremos para que não nos enganemos.

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    • 13 de dezembro de 2019 em 10:21
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      Penso exatamente o mesmo e, torço, para que o “progressismo” usado no título da matéria não seja o eufemismo de socialista.
      Nações prósperas, das quais o Brasil deveria se espelhar, rejeitam o socialismo e este por sua vez por onde passou deixou sua marca de morte e destruição.
      Uma nação onde se pensa ser a solução para a pobreza dar uma esmola ao pobre, ao invés de emancipá-lo está fadado a fracassar eternamente.

      Resposta

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