AEDES AEGYPTI: O GRANDE VILÃO – Por Greice Bellize

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Greice Bellize é Enfermeira da Secretaria de Saúde de Conselheiro Pena

Foram 658 casos de dengue e chikungunya notificados pelos serviços de saúde em Conselheiro Pena no ano de 2017 só no primeiro semestre. Estima-se que para cada caso notificado 10 não foram, portanto, o número foi cerca de 10 vezes maior!
Para se prevenir doenças como a dengue, zika, chikungunya e febre amarela é essencial o controle do mosquito Aedes aegypti. Os três principais tipos de controle do vetor são mecânico, biológico e químico.
Mecânico: eliminação de água parada, limpeza de calhas, lajes, quintais, terrenos baldios, além de manter caixas d’água e cisternas tampadas.
Biológico: vem sendo desenvolvido na Austrália o projeto que usa uma bactéria encontrada na natureza que quando inserida no Aedes aegypti, bloqueia a transmissão do vírus. Também está em fase de teste em São Paulo o Aedes aegypti transgênico que possui um gene transmitido aos seus descendentes que os impede de chegar à fase adulta.
Químico: relacionado ao uso de larvicidas e inseticidas, mais conhecido como “fumacê”. Pesquisadores perceberam que os inseticidas não estavam funcionando no campo, surgindo a possibilidade de resistência. Quando usado de forma indiscriminada os inseticidas, ou seja, o “fumacê” permite a perpetuação de mosquitos resistentes, por isso deve ser usado com cautela e apenas como medida complementar.
Dados de Conselheiro Pena: este ano os agentes de saúde durante as visitas coletam larvas em recipientes que acumulam água identificando larvas do mosquito Aedes aegypti. Essas larvas em grande maioria são encontradas em depósitos descartáveis, ou seja, em bebedouro de animais domésticos, vasos de plantas, lixo e outros recipientes que podem ser eliminados facilmente ou limpos constantemente.
A forma mais eficaz de se combater o mosquito não é o uso de inseticidas mas a eliminação dos locais de reprodução, pois nessa fase estão restritos a recipientes, confinados.
Sugerimos colocar uma tela nas caixas d’água pois uma tampa mal colocada não veda a entrada do mosquito, fechar os ralos mesmo que com uma sacola, colocar areia nos pratos das plantas, lavar o bebedouro dos animais semanalmente, limpar calhas, recolher qualquer utensílio que possa acumular água, em imóveis fechados colocar cloro no vaso e manter a tampa fechada.
Os Agentes de Combate à Endemias fazem visita regularmente aos imóveis em busca de identificar possíveis criadouros do mosquito e orientar os moradores. A limpeza do quintal, manter a caixa d’água tampada e eliminar possíveis focos do mosquito é de responsabilidade do morador.
Devemos nos atentar sempre quanto a limpeza dos quintais, terrenos próximos aos nossos domicílios, vasos de plantas e caixas d’água sem tampa. Não podemos permitir que um mosquito vença uma cidade toda.

Fonte: http://auladengue.ioc.fiocruz.br/?p=86 – http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/curiosidades/controle-biologico-mosquito-dengue.htm

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