DISSIMULAÇÃO PERFEITA – Por José Nilson*

O nome do Senhor foi diminuído a uma locução D. E. U. S, está sendo usado e abusado sem nenhum critério, nenhuma adoração, sem reverência ou temor, de forma excessiva, exagerada para enganar pessoas, aprovar projetos pessoais, validar as mais diversas aberrações, desvios de conduta, de forma que a denominação D. E. U. S está na boca, mas não está na mente, não está no coração e menos ainda nas ações.

Pronunciar o nome Deus virou uma obrigação, uma arma infalível, para passar uma imagem de uma pessoa boa, um bom moço, uma boa moça, que deseja o bem e tudo o que faz é santo. Discursos e aparência de cristão não vale nada quando vem de pessoas que não tem o caráter de Jesus. Esquecemos que o que falamos precisa se sustentar naquilo que fazemos para ser verdadeiro, caso contrário é mais uma transgressão, uma malícia, com o único objetivo de alcançar o que se deseja.

Dizemos crer, mas nunca praticamos, basta observarmos o quanto somos omissos nas questões sociais e coletivas. Segundo Romanos 2, 24, por causa da nossa hipocrisia o nome de Deus vai sendo desmoralizado, porque conhecendo a Lei, não temos por ela nenhuma consideração. Estranho que ao mesmo tempo em que depreciamos e usamos para o nosso bel – prazer a Lei que está contida na Bíblia, dizemos ser a verdade absoluta, que foi inspirada por Deus, Deus foi ditando e alguém escrevendo, é incompreensível, loucura pura, perda total da razão, como algo por um lado tão sagrado, por outro lado pode ser tão banalizado?

Os judeus se relacionam de forma totalmente diferente com a Divindade. Vejamos a diferença: Entre os judeus, o povo escolhido para a revelação de Deus, nunca falam o seu nome, é considerado sagrado demais para ser pronunciado. No livro do Êxodo, no capítulo 3, versos 13 a 15, Moisés pergunta a Deus qual é o seu nome, a resposta foi: Eu Sou o que Sou, que deve apresentá – lo aos israelitas como YHWH, que se parece com a expressão “Eu Sou”em hebraico. Quando o judaísmo se tornou uma religião universal, surgiu o termo ELOHIM, que significa Deus.

Nos rituais dentro das sinagogas era chamado de KYRIOS, que quer dizer, Senhor. Os estudiosos cristãos de língua latina substituíram o Y por L ou J. Assim o tetragrama YHWH se tornou o nome latino JEOVÁ (JeHoWaH). É bom saber que uma pessoa que usa mal o nome de Deus não será considerada inocente pelo Senhor.

No livro do Êxodo, capítulo 20, verso 7 está escrito: Não pronuncie em vão o nome de Javé seu Deus, porque Javé não deixará sem castigo aquele que pronunciar o nome dele em vão. Difícil é achar alguém que se importe com isto. – Por uma sociedade sem males –

  • José Nilson se declara, Sacerdote, profeta e rei.
  • * Os texto é de inteira responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente a opinião do jornal
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