ERA PÓS-VERDADE – DIÁCONO JOSÉ NILSON
No Evangelho de Jesus Cristo segundo João, no capítulo primeiro, questionado sobre quem ele era, João disse que ele é a voz que grita no deserto. Deserto na Bíblia, representa um lugar de provação, mas também de encontro com Deus. João Batista, clamando no deserto, simboliza a necessidade de nos afastarmos dos barulhos do mundo, para ouvir a voz de Deus em nosso tempo.
Quais são os barulhos do mundo? Redes sociais; fake News; inteligência artificial; agressões verbais e físicas, noticiário de roubos; tráfico de drogas; jogos; homicídios; feminicídios; doenças; mortes, etc.
Em meio a essa avalanche de coisas ruins, existem coisas boas, que não é dada a mesma divulgação e nem a mesma importância, é preciso vozes proféticas para anunciar o amor e a paz nesse deserto social no qual habitamos e assim aplainar o caminho, eliminar as diferenças, aparar as arestas: amenizar conflitos, promover conciliações, restaurar a harmonia, a saúde mental.
O autor cita o Anticristo, que é o fato de negar o Pai e o Filho e viver uma fé separada da vida. Exemplo: quando se sabe o que é verdade e mentira, luz e trevas, vida e morte e opta-se pela mentira, pelas trevas e pela morte, isso é praticar o Anticristo.
Optar por caminhar outros caminhos, ignorar o Espírito que nos habita, negar a unção que recebemos pela ação do Espírito Santo, no batismo, isso é Anticristo.
O autor nos exorta a vivermos na unção, fazendo o que Jesus fez, continuar seu projeto de proteção da vida, liberdade, justiça, direito, paz e fraternidade.
Porém, este tipo de reflexão não é comum, não agrada a maioria, logo é substituído, asfixiado pelo devocionismo, pelo discurso convencional e a resignação, que é submeter-se à vontade de Deus, não acontece.
As consequências aparecem nas escolhas que fazemos.
– Por uma sociedade sem males –
*o texto acima é de inteira responsabilidade do autor.
