MIOMA UTERINO – Por Dr. Luis Eduardo Gonçalves Ribeiro

Mioma uterino é um tumor benigno que acomete mulheres em idade fértil. Também chamado de leiomioma ou fibroide uterina, está associado a sintomas muito dolorosos, a anemias crônicas e graves, e ao surgimento de câncer, embora tal complicação seja rara. Normalmente, seu desenvolvimento acontece durante a idade fértil da mulher. Cerca de 50% das mulheres na faixa etária de 40 a 50 anos tendem a desenvolver ao menos um mioma, porém poucas sabem de sua existência devido à comum falta de sintomas. O problema é formado a partir da divisão desgovernada de células, que pode gerar mioma único ou múltiplo.

Tipos de mioma no útero: Existem cinco tipos de mioma uterino. Eles são classificados em: subserosos, pediculados, intramurais, intracavitários e submucosos. A divisão leva em consideração a localização na parede do útero.

Causa:

. Fatores genéticos: Algumas suspeitas indicam a mutação genética das células do músculo interno do útero como a origem do tumor. Além disso, casos hereditários já foram reportados, o que sustenta a teoria.

. Hormônios: Distúrbios hormonais também são vistos como uma possível causa. Quando a progesterona e o estrogênio — hormônios que estimulam o revestimento do útero a cada período fértil — entram em desequilíbrio, eles favorecem a formação desses tumores. Isso explica porque os miomas costumam encolher após a menopausa, quando há diminuição natural dos hormônios femininos.

Fatores de risco: Mulheres diagnosticadas com mioma uterino normalmente já possuem histórico do problema na família, como em avós, mãe ou irmãs. Portanto, caso a paciente tenha casos próximos, é recomendado exames periódicos para prevenir e tratar o acometimento. Ademais, negras são mais propensas a terem miomas ainda na idade jovem. Por fim, fatores como início precoce da menstruação, deficiência de vitamina D, dieta rica em carne vermelha, obesidade e ingestão de álcool também podem contribuir para a formação do problema.

Sintomas: Miomas uterinos pequenos podem ser assintomáticos, ou seja, não apresentarem incômodos físicos. No entanto, com o desenvolvimento a paciente pode começar a ter sintoma como: Sangramento intenso durante o período menstrual, Prolongamento da menstruação, Aumento da micção, Pressão na região uterina, Dificuldade em urinar completamente, Constipação, Dor durante a relação sexual, Dor nas costas ou nas pernas.

Diagnóstico: Além de procurar um médico Ginecologista na presença de sintomas suspeitos, a mulher deve consultar e realizar exames ginecológicos anualmente, visto que muitos miomas assintomáticos são encontrados incidentalmente durante testes de rotina. Para confirmar o diagnóstico são realizados exames de imagem como Ressonância magnética, Tomografia computadorizada, Histerossalpingografia; mas a Ultrassonografia é o método mais empregado devido seu melhor custo benefício.

Tratamento:

O tratamento do mioma uterino pode ocorrer por meio de medicamento ou procedimentos cirúrgicos. Contudo, nem sempre é necessário tratar o tumor benigno.  Por isso a paciente necessita de uma avaliação do seu Ginecologista, para que se estabeleça uma conduta adequada.

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